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O Programa Porto Sem Papel passou a utilizar uma solução de inteligência artificial para validar automaticamente a Declaração Marítima de Saúde (DMS) apresentada nas operações de embarcações nos portos brasileiros. A tecnologia substitui uma etapa de conferência manual e foi destacada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 18 de setembro, após receber o segundo […]
O Programa Porto Sem Papel passou a utilizar uma solução de inteligência artificial para validar automaticamente a Declaração Marítima de Saúde (DMS) apresentada nas operações de embarcações nos portos brasileiros. A tecnologia substitui uma etapa de conferência manual e foi destacada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em 18 de setembro, após receber o segundo lugar na categoria Transformação Digital do Prêmio Cais Açulab 2026.
Segundo o ministério, a solução foi implementada para realizar a validação automática da DMS em todos os portos do Brasil. O documento integra os procedimentos sanitários relacionados à chegada e à estadia de embarcações e faz parte do fluxo de informações concentrado no Porto Sem Papel.
O Porto Sem Papel reúne dados e documentos utilizados pelos órgãos responsáveis pelas anuências necessárias à atracação e a outras etapas da estadia das embarcações. Com a automação da DMS, a conferência deixa de depender exclusivamente de análise manual, reduzindo exposição a erros e atrasos nesse ponto do processo.
O Ministério afirma que o sistema contribui para reduzir o tempo médio das anuências e simplificar trâmites portuários. A solução premiada utiliza inteligência artificial especificamente na leitura e validação da declaração sanitária, sem eliminar as demais exigências de fiscalização aplicáveis a cada operação.
Para o turismo brasileiro, a mudança é relevante porque os procedimentos sanitários e de chegada também fazem parte da operação de embarcações que transportam passageiros nos portos nacionais. Uma etapa documental mais automatizada pode tornar mais eficiente o processamento portuário, inclusive em períodos de maior concentração de escalas.
O reconhecimento não representa uma nova regra para passageiros nem altera, por si só, os roteiros de cruzeiros. O efeito está na infraestrutura digital usada para processar documentos e anuências das embarcações que operam nos portos do país.
Fonte oficial: Ministério de Portos e Aeroportos
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